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Projeto leva ensino gratuito do balé para idosas da Grande BH



Garantir equilíbrio entre o corpo e a mente é o objetivo do projeto Reabilitação e Ballet (R&B), que atende gratuitamente idosas de Belo Horizonte e região metropolitana. Por meio da dança, mulheres mantém a saúde em dia e compartilham experiências.


A iniciativa é da fisioterapeuta e professora de balé Meiry Ismeria de Paula. A ideia surgiu em 2018. Com muita dedicação, paciência e carinho, ela oferece as aulas às segundas, quartas, sextas e sábados em um colégio da região Centro-Sul de BH.


“Elas conversam sobre netos, desafios da idade e isso é muito importante", destaca a professora. "A intenção é que esse trabalho venha despertar na sociedade um sentimento de admiração, respeito e entendimento de que a idade elevada não significa incapacidade”.


Nas primeiras aulas, 14 alunas faziam parte do grupo. Mas, com a pandemia da Covid-19, Meiry passou a ensinar no formato on-line, utilizando as redes sociais. Em fevereiro deste ano, com o avanço da cobertura vacinal, a prática retornou.


As mulheres interessadas em participar passam por uma avaliação da fisioterapeuta. Em alguns casos, é necessário ter liberação médica. “É um trabalho que não visa somente a beleza e a leveza do balé, mas a importância dos movimentos dessa dança como recurso terapêutico”, conta a professora.


Atualmente, o grupo conta 55 mulheres. A maior parte é bolsista, mas há quem contribui com uma ajuda de custo de R$ 70. Muitas vão sozinhas, levadas pelos filhos.


A satisfação proporcionada pela dança é destaca pela aposentada Saudalita Leite Perdigão, de 73 anos, que começou há três meses. Ela mora no bairro Rio Branco, na região de Venda Nova. Para chegar a tempo da aula das 8h, precisa sair de casa às 6h20 e pegar dois ônibus.


Ela conta que durante uma consulta com o cardiologista foi orientada a praticar exercícios físicos. Foi quando ficou sabendo das aulas e se encantou. “Nem imaginava com essa idade. No primeiro dia até fiquei emocionada por estar descobrindo uma nova atividade, que me dá prazer, me faz feliz!”


Os passos da dança fizeram bem não apenas para o corpo, mas emocionalmente. Recentemente, a mãe dela faleceu. “Para minha cabeça foi ótimo, que eu não fico pensando nisso com tanta frequência”.


O grupo agora se prepara para uma apresentação no fim do ano, no teatro do colégio. Enquanto isso, buscam captar recursos para arcar com os custos. Para conhecer o projeto, acesse as redes sociais nesse link.


Via: Redação jornal hoje em dia

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