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Personagem mexicano completa 50 anos como fenômeno da TV brasileira



Quem já não ouviu a frase “Foi sem querer querendo” ou “Gentalha, gentalha”? Elas saíram dos episódios de um dos programas de maior sucesso na televisão brasileira, “Chaves”, que está completando, em 2022, cinco décadas de seu lançamento no México. Por sua origem – as novelas latino-americanas ainda não tinham sido descobertas pelo público – e simplicidade, o fenômeno representado por um menino de rua que gosta de ficar dentro de um barril até hoje é motivo de certa perplexidade.


Dono do canal SBT, Silvio Santos usava a atração para balançar a audiência da concorrência, levando o seriado a diferentes horários na grade de programação. Essas mudanças constantes nunca atrapalharam o êxito do programa, que estreou no Brasil em 1985. Curiosamente, desde 2020 ele está banido da TV, acessível apenas na internet, devido a um conflito sobre direitos de exibição entre a emissora Televisa e os filhos de Roberto Bolaños – a mente criadora por trás do personagem. “Eu acredito que esse sucesso deve-se também a uma identificação do público latino-americano com o Chaves”, analisa o jornalista Marcos Pena, diretor de um curta-metragem e roteirista de um gibi baseados no personagem. “Eu já procurei saber sobre (a recepção) do programa na Espanha, por exemplo, e a impressão que tenho é que ele não fez tanto sucesso lá quanto nos países da América Latina. Aqui se conseguiu uma imediata identificação do público com aquele menino de rua”.


Ele ressalta que o programa surgiu em 1972 após Chaves chamar a atenção em “Chespirito”, atração que reunia vários esquetes – outros personagens conhecidos também derivaram dele, como Chapolin e Doutor Chapatim. Inicialmente ganhou o nome de “El Chavo del Ocho”, com o número oito em espanhol sendo uma referência ao nome do canal e também, segundo Pena, ao endereço dado por Chaves na vila. O proprietário do local permitiu que ele dormisse nesta casa, apesar das péssimas condições.


As tramas cômicas surgem da interação do menino com outras crianças – Kiko, Chiquinha, Nhonho – e adultos como Seu Madruga, Dona Florinda, Professor Girafales e Senhor Barriga. “A primeira vez que Bolaños interpretou Chaves tinha 40 anos. Ele já tinha um grande histórico como redator de humor, com um timing cômico muito bom. O apelido dele era ‘Chespirito’, diminutivo de Shakespeare, forma carinhosa como era conhecido no México. Bolaños era, por excelência, um grande roteirista”, destaca.


Via: Redação jornal hoje em dia

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