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PBH anuncia novas exigências para eventos na capital e adiamento da volta às aulas para crianças

A volta às aulas para crianças de 5 a 11 anos, em Belo Horizonte, que aconteceria no dia 3 de fevereiro na rede municipal, e até antes na particular, foi adiada para o dia 14.

Isso vale para crianças das redes municipal, estadual e privada na capital. De acordo com o prefeito Alexandre Kalil (PSD), em entrevista coletiva nesta quarta-feira (26), a medida é para dar tempo que pelo menos uma dose de vacina chegue a toda essa faixa etária antes do retorno às escolas. "As crianças estão adoecendo. Minha neta está com Covid. Graças a Deus está assintomática. Infelizmente, ela ainda não tem idade para se vacinar. Levem seus filhos para se vacinarem. É cruel que um pai e uma mãe que se protegeu não vacine seus filhos", disse ele. As crianças até de 0 a 4 anos e com mais de 11 anos vão poder retornar às creches e escolas antes do dia 14, mantendo o cronograma original. A taxa de matriciamento, utilizada para definir políticas públicas em relação a volta às aulas, está em 68%, bem abaixo dos 85% observado em dezembro. Mesmo assim, o retorno presencial às escolas ainda está mantido, em todas as faixas etárias.


Eventos com testagem obrigatória

A partir desta segunda-feira (31), todos os eventos em Belo Horizonte terão que exigir testes negativos de Covid-19, mesmo com a cobertura vacinal em dia.


Brasil x Paraguai A prefeitura vai exigir testes negativos para os torcedores que forem ver o jogo entre Brasil e Paraguai, válido pelas eliminatórias. Ele está marcado para o dia 1º de fevereiro no Mineirão.

Diferente do Campeonato Mineiro, que definiu limite de público para 20 mil pessoas, o jogo da seleção brasileira vai poder contar com a capacidade máxima do estádio.

"Nós vamos seguir os protocolos definidos pela CBF", disse o secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado.

Carnaval Sobre os eventos fechados marcados para o Carnaval, o prefeito disse que os alvarás de funcionamento ainda estão sendo analisados e vão depender dos indicadores nas próximas semanas.


De acordo com o infectologista Carlos Starling, que faz parte do Comitê de Enfrentamento à doença da prefeitura, a tendência é que a incidência do vírus comece a diminuir no fim do mês, mas vai depender do comportamento da população.

"É difícil fazer uma previsão muito certa porque depende de uma série de fatores, mas a expectativa é que no fim de fevereiro, início de março, haja uma queda", disse ele. A prefeitura anunciou a contratação de 1.430 profissionais de saúde para atender a alta demanda nos hospitais. Na última sexta-feira (21), o secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado, disse que 4% do total de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem estão afastados por causa da doença.

De acordo com o sindicato que representa os servidores municipais (Sindibel), só na segunda semana de janeiro, cerca de 1,4 mil profissionais de saúde estão com atestado médico, o que representaria 12% do total. A categoria fez uma notificação extrajudicial à “diversas autoridades municipais e estaduais, do executivo e legislativo, além dos conselhos profissionais, Ministério Público e Conselhos de Saúde”.

Na terceira semana de janeiro, de dez testes de Covid-19 feitos em BH, 4 deram positivo, segundo a prefeitura. Nesta terça-feira (25), a universidade UNA Linha Verde (Avenida Cristiano Machado, 11.157 - Vila Suzana) passou a realizar exames em Belo Horizonte. Além da unidade, os testes podem ser feitos nos centros de saúde e nas universidades abaixo:

  • FAMINAS-BH: Avenida Cristiano Machado 12.001 - Vila Cloris.

  • Centro Universitário UNA: Avenida João Pinheiro, 580 - Lourdes.

As vagas são disponibilizadas diariamente a partir das 17h para os agendamentos no dia seguinte. As marcações dos exames devem ser feitas no site. O horário de atendimento nos locais é das 8h às 17h.





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