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Ministério Público determina que 18 barragens da Vale, em Minas, passem por intervenção

Dezoito de 31 barragens que estão em situação de emergência no estado terão que passar por algum tipo de intervenção preventiva devido às fortes chuvas das últimas semanas, de acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Todas as estruturas são da Vale.

O MPMG e o governo de Minas solicitaram que as mineradoras Vale, ArcelorMittal e Minérios Nacional S/A informassem a situação das 31 barragens. Os dados foram enviados pelas empresas. A análise, realizada pelo Ministério Público e a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), identificou que 18 estruturas da Vale "apresentam ocorrências que devem ser tratadas para evitar prejuízos no funcionamento".

Três delas estão em nível 3 de emergência (Sul Superior, B3/B4, e Forquilha III). No entanto, segundo o MPMG, elas não sofreram danos diretos, "apenas foram enfrentadas dificuldades de acesso às estruturas pela empresa".

No caso dessas barragens, estão sendo solicitadas medidas para o tratamento dos processos erosivos nos entornos e para a garantia da manutenção.

"As graves chuvas afetaram diversas estruturas que necessitarão de contínuo e rigoroso acompanhamento por parte dos órgãos de comando e controle. A partir das informações recebidas, serão exigidas das empresas todas as medidas técnicas possíveis e necessárias para garantir a segurança das estruturas", afirmou o promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente. A Vale será notificada via ofício para que medidas de mitigação sejam adotadas.

A mineradora terá 10 dias para apresentar relatório técnico fotográfico, acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), informando quais as medidas executadas ou o cronograma detalhado para mitigar e corrigir os processos erosivos instalados no entorno das estruturas; fazer a manutenção e limpeza dos sistemas de drenagem interna, superficial e do extravasor; reduzir a contribuição pluvial da bacia de drenagem para o reservatório da barragem e garantir a manutenção de rotina da estrutura, realizando inclusive o controle de vegetação.

As outras 13 barragens analisadas não apresentaram danos ou anomalias causados pelas chuvas.


Veja a lista de barragens da Vale que precisarão passar por algum tipo de intervenção:

  • Barragem Sul Inferior (Barão de Cocais) - Nível 1

  • Barragem Sul Superior (Barão de Cocais) - Nível 3

  • Barragem Marés II (Belo Vale) - Nível 1

  • Barragem Santana (Itabira) - Nível 1

  • Barragem Maravilhas II (Itabirito) - Nível 1

  • Barragem Xingu (Mariana) - Nível 2

  • Barragem Vargem Grande (Nova Lima) - Nível 1

  • Dique B (Nova Lima) - Nível 1

  • Barragem Capitão do Mato (Nova Lima) - Nível 2

  • Barragem B3/B4 (Nova Lima) - Nível 3

  • Barragem Peneirinha (Nova Lima) - Nível 1

  • Barragem Grupo (Ouro Preto) - Nível 2

  • Barragem Forquilha I (Ouro Preto) - Nível 2

  • Barragem Forquilha II (Ouro Preto) - Nível 2

  • Barragem Forquilha III (Ouro Preto) - Nível 3

  • Barragem Dicão Leste (Catas Altas) - Nível 1

  • Barragem Área IX (Ouro Preto) - Nível 1

  • Dique Paracatu (Catas Altas) - Nível 1


O que diz a Vale

Leia a nota da mineradora na íntegra:

"A Vale informa que avaliará o teor do documento assim que for notificada.

A empresa ressalta, no entanto, que as estruturas em nível de emergência 3 - B3/B4 (Nova Lima), Forquilha III (Ouro Preto) e Sul Superior (Barão de Cocais) - já são normalmente acessadas apenas por equipamentos remotos e não apresentam alteração estrutural. As três barragens já tiveram suas respectivas contenções finalizadas e as comunidades da Zonas de Autossalvamento (ZAS) evacuadas desde 2019. As equipes técnicas fazem neste momento uma avaliação aprofundada para conduzir as melhorias necessárias nas estruturas, especialmente nos seus acessos, afetados pelas intensas chuvas em Minas Gerais dos últimos dias. Para garantir a segurança de suas barragens, a empresa monitora as suas principais estruturas 24h por dia, 7 dias por semana, em tempo real, por meio do Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG)."



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