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Governo de MG recomenda fim da obrigatoriedade do uso de máscara em locais abertos

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recomendou aos municípios que retirem a obrigatoriedade do uso de máscara em locais abertos a partir deste sábado (12).

Segundo o secretário Fábio Baccheretti, o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a queda do número de casos novos permitem a flexibilização.

"A expectativa é que nas próximas duas semanas a gente alcance o menor patamar de casos desde o início da pandemia", afirmou, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (10).

Baccheretti ressaltou que a posição do estado é apenas uma recomendação, e as prefeituras têm autonomia para decidir sobre o uso de máscara.

Em Belo Horizonte, o item de proteção não é mais obrigatório desde a última sexta-feira (4).

"As pessoas que estiverem com sintomas gripais, aquelas mais vulneráveis ou as pessoas que se sentirem mais seguras com máscara, não se sintam constrangidas em usar máscara. A máscara foi muito importante dentro da pandemia e continua. Se alguém estiver com gripe, deixe a máscara, vamos proteger o outro", falou o secretário. Em relação ao uso de máscara em espaços fechados, o governo de Minas recomenda que os municípios só permitam a retirada quando:

  • atingirem ao menos 80% da população com 5 anos ou mais com as duas doses da vacina; e

  • aplicarem a dose de reforço em pelo menos 70% da população com 18 anos ou mais.

Atualmente, em Minas Gerais, 81% da população com 5 anos ou mais está vacinada com as duas doses. Já a dose de reforço foi aplicada em 44% da população do estado com idade a partir de 18 anos.


Fim do Minas Consciente O programa Minas Consciente, criado para definir os protocolos e as restrições para o funcionamento das atividades econômicas nos municípios, vai acabar no próximo sábado (12).

Segundo Baccheretti, o estado vai continuar a monitorar a pandemia, mas de forma diferente, por meio de quatro indicadores:

  • Variação da incidência (comparação da incidência da semana atual com a de duas semanas anteriores);

  • Número de pacientes com Covid-19 internados em UTI (proporção de pacientes com Covid dentro dos CTIs do estado);

  • Proporção de pacientes internados entre o total casos confirmados;

  • Fila de pacientes à espera de leito.

"Isso vai nortear as ações da Secretaria: ampliação de vacinação, ida a cada município, ampliação de leitos, várias ações que podem ser feitas", explicou o secretário.






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