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Casos de dengue aumentam 224% em duas semanas no estado

Após as chuvas intensas que atingiram o Estado, os casos de dengue mais que triplicaram em Minas Gerais, em um intervalo de apenas duas semanas. No fim de janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) notificou 178 casos. Conforme os dados divulgados recentemente, o total chegou a 577, o que significa aumento de 224,1%.

Apenas um caso de chikungunya, também transmitido pelo mosquito "Aedes aegypti", havia sido confirmado no fim de janeiro. O número subiu para 13, aumento de 1.200%. Sete casos prováveis de Zika são investigados no Estado – não houve confirmação da doença neste ano.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), neste ano, até 27 de janeiro, 12 casos de dengue foram confirmados no município. Ao todo, 302 estão sob investigação, e outros 26 foram descartados.

De olho nisso, a PBH afirmou que tem desenvolvido ações preventivas. Além da visita dos agentes de combate a endemias aos imóveis, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que tem mantido a aplicação de inseticida a Ultra Baixo Volume para o combate a mosquitos adultos em áreas com casos suspeitos de transmissão local. Outra técnica é a liberação de mosquitos com Wolbacia pela cidade. “Mosquitos que carregam o microrganismo têm a capacidade reduzida na transmissão das arboviroses, diminuindo assim, o risco de surtos de dengue, zika, chikungunya e febre Amarela”, diz nota da PBH. Desde 2020, drones também auxiliam a identificar possíveis focos de dengue em imóveis.

A SES reforçou que, em caso de suspeita de dengue, a pessoa precisa procurar atendimento médico, imediatamente, e reforçar a hidratação.

A pasta informou que a Resolução SES-MG nº 7.733, de 22 de setembro de 2021, prevê o repasse de R$ 40 milhões a municípios para realização de ações estratégicas de combate a dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O órgão não detalhou se o repasse já foi efetuado.

Prevenção Para combater as doenças, as medidas são as mesmas e consistem basicamente em eliminar os criadouros do mosquito, especialmente onde há retenção de água da chuva, como ralos, calhas, vasos de plantas e pneus.

Coordenadora estadual de Vigilância das Arboviroses da SES, Daniele Capistrano orienta que sejam verificados outros recipientes acumuladores de água, como os vasilhames de alimentos dos animais de estimação.

"As pessoas pensam que basta trocar a água desses recipientes, mas isso não é suficiente. É preciso lavar com água e sabão. A fêmea do mosquito deposita os ovos na parede desses vasilhames, onde ficam aderidos à superfície. Com a água colocada ali, os ovos podem eclodir e temos o início do ciclo até a fase do mosquito adulto", explica.

Considerando que o ciclo de vida do Aedes tem duração média de sete dias, a especialista recomenda que a limpeza seja feita, pelo menos, duas vezes na semana.

Daniele Capistrano reforça a necessidade de a população colaborar para evitar a proliferação da dengue, chikungunya e zika. Segundo ela, "o mosquito não respeita fronteira". Mesmo que uma pessoa elimine os pontos de água parada em sua residência, é necessário que todos os vizinhos façam o mesmo. "Quero pedir o apoio da população, para cada um fazer sua parte e a gente conseguir conter o avanço do número de casos dessas doenças", insiste.

Vasilhames de animais devem ser lavados com água e sabão pelo menos duas vezes por semana.




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